Que a pandemia tem impactado nossas vidas e toda a economia mundial, nós já sabemos. Mas qual foi o impacto do COVID-19 no setor de transporte especificamente?

Na terceira rodada da Pesquisa de Impacto no Transporte – Covid-19, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra que 80,6% das transportadoras brasileiras apresentaram redução de demanda.

Vamos a mais detalhes do panorama atual do mercado.

Finanças no Vermelho e limitação de Crédito

Das 619 empresas de cargas e de passageiros de todos os modais de transporte que foram entrevistadas, 64,6% sofreram queda de faturamento. Assim como 63,8% declararam que estão com a capacidade de pagamento comprometida, o que engloba financiamentos, fornecedores, folha de pagamentos e tributos.

Além disso, 27% das transportadoras estimam que tem capacidade para operar por, no máximo, pouco mais um mês sem apoio financeiro. Por outro lado, 18,3% já precisaram recorrer a empréstimos para seguir em funcionamento. 

Porém, a obtenção de recursos não depende apenas da iniciativa das empresas, já que a concessão de financiamentos tem sido limitada. Dentre as entrevistadas pela CNT, 42,2% afirmam que buscaram crédito desde o início da pandemia, mas 44,8% delas obtiveram resposta negativa para a solicitação de crédito para capital de giro.

Por conta disso, no ponto de vista dos transportadores, há a necessidade de disponibilização de crédito com condições de financiamento adequadas para a realidade das empresas, incluindo taxas de juros reduzidas e carência estendida. Ainda sugerem que seria crucial a isenção de tributos federais durante o período da pandemia por parte do Poder Público para amenizar a atual crise.

Enquanto não recebem apoio externo ou socorro emergencial, quase metade das empresas já recorreram para férias coletivas, suspensão temporária do contrato de trabalho e redução proporcional de carga horária e salários. Além disso, 38,1% realizaram demissão de colaboradores.

Dificuldades em entregas e circulação

Além dos problemas de fluxo de caixa, um outro impacto do COVID-19 no setor de transportes é a dificuldade de efetuar entregas. Isso se dá por conta das restrições de acesso estabelecidas em alguns municípios do país, e também pelas novas regras de controle que buscam a redução de aglomerações e do movimento em estabelecimentos.

Outro problema operacional que aflige o transporte e os entregadores é a falta de serviços de apoio nas estradas, como restaurantes, borracharias, lojas de peças de reposição, etc. Tais limitações inviabilizam diversas entregas ou provocam atrasos nos prazos estipulados.

Como proteger-se do impacto do COVID-19 no setor de transporte

A ideia deste artigo é dar algumas dicas de como você pode amenizar os impactos da pandemia na sua empresa.

O primeiro ponto é olhar com atenção para os custos da transportadora: o que pode ser reduzido? Quais são as maiores contas? Os fornecedores podem ajudar?

O combustível costuma representar em torno de 40% dos custos operacionais de uma empresa de transporte. Portanto, vale a pena monitorar o quando você tem pago no diesel e, baseado nisso, negociar com seus fornecedores e buscar por preços melhores.

Outra dica é acompanhar e aproveitar as flexibilizações que têm sido propostas devido à crise causada pela pandemia. Por exemplo, a nova lei que autoriza a prorrogação e suspensão dos prazos de recolhimento do IPVA ou o decreto que prorroga os prazos dos acordos emergenciais trabalhistas de redução proporcional de jornada e de salário e de suspensão temporária do contrato de trabalho.

Para aliviar o problema de fluxo de caixa, uma alternativa é procurar por linhas de crédito. Mesmo com as ofertas limitadas, negocie com seu banco, isso pode te ajudar imediatamente ou ficar disponível como um plano B em caso de emergências. Outra opção é renegociar prazos com seus fornecedores, distribuindo as datas de pagamentos conforme as entradas no caixa. Assim, você evita passar dias no vermelho pagando juros ou multas. 

Esperança e oportunidades

Você não deve se deixar abater ou desistir do seu negócio por conta de tais dificuldades. Nós sabemos que a economia não é constante, ao longo dos anos sempre surgem crises por diversos motivos. Portanto, encare os desafios também como forma de aprendizado para fortalecer seu negócio e preparar-se para crises que possam surgir no futuro.

Adaptação é a palavra-chave. Lembre-se que acaba de surgir um novo normal. A tecnologia, novos meios de produção e interação social, que já eram crescentes, ganharam forças e vieram para ficar. Portanto, vale aproveitar as novas oportunidades, como o crescimento das vendas online em diversos setores, e adequar seu negócio às novas necessidades do mercado.

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